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É tetra! João Simão crava o US$ 50K High Roller PLO da WSOP e leva prêmio milionário

June 26, 2026 9 min Read

O poker brasileiro voltou ao topo da World Series of Poker em grande estilo. Seis meses após uma conquista histórica na WSOP Paradise 2025, João Simão empunhou mais um bracelete na maior série de poker do mundo e escreveu um novo capítulo em sua trajetória.

Na madrugada desta segunda-feira (22), o craque brasileiro venceu o Evento #55: US$ 50.000 High Roller Pot-Limit Omaha da WSOP 2026, em Las Vegas, e conquistou o quarto bracelete da carreira.

A vitória veio contra um field de altíssimo nível, com 110 entradas e US$ 5.225.000 em premiações distribuídas. Pela cravada, João Simão faturou US$ 1.368.700, entrou para o seleto grupo de tetracampeões da WSOP e ainda colocou seu nome entre as 10 maiores premiações brasileiras da história em torneios ao vivo.

O resultado também marcou o segundo bracelete do Brasil na WSOP 2026. O primeiro havia sido conquistado por Yuri Dzivielevski, que também esteve na mesa final do Evento #55 e terminou na sexta colocação, levando US$ 244.510.

Contribuição: João Lopes
Leitura: 9 min.

Um título gigante no High Roller PLO da WSOP

O Evento #55: US$ 50.000 High Roller Pot-Limit Omaha era um dos torneios mais fortes da programação da WSOP 2026. Com buy-in elevado, prize pool milionário e presença de grandes nomes do circuito high stakes, a disputa reuniu alguns dos jogadores mais experientes do mundo na modalidade de quatro cartas.

O torneio foi disputado entre os dias 19 e 21 de junho, registrou 110 entradas e distribuiu US$ 5.225.000 em premiações. Ao todo, 17 jogadores entraram na zona de premiação.

Confira os principais dados do torneio:

  • Evento: #55: US$ 50.000 High Roller Pot-Limit Omaha
  • Data: 19 a 21 de junho
  • Entradas: 110
  • Prize pool: US$ 5.225.000
  • Jogadores premiados: 17

João Simão chegou ao Dia Final em excelente posição. O brasileiro tinha o segundo maior stack, com 6.985.000 fichas, o equivalente a 58 big blinds. À sua frente estava apenas Robert Cowen, do Reino Unido, que liderava a contagem com 9.060.000 fichas.

A mesa final ainda contava com Santhosh Suvarna, Venkat Chivukula, Carlo van Ravenswoud, Naoya Kihara, Veselin Karakitukov e Yuri Dzivielevski, formando uma decisão de altíssimo nível técnico.

Dois brasileiros na mesa final

A presença de João Simão e Yuri Dzivielevski na mesma mesa final deu ainda mais peso ao resultado para o poker brasileiro.

Yuri já havia conquistado o primeiro bracelete do Brasil na WSOP 2026. Agora, voltou a chegar em uma decisão importante da série.

O hexacampeão fez mais uma campanha sólida e terminou em sexto lugar, recebendo US$ 244.510. A coincidência chamou atenção.

Meses antes, Yuri e João também estiveram juntos em uma disputa histórica na WSOP Paradise 2025. Naquele torneio, Simão conquistou uma das maiores premiações da história do poker brasileiro.

Desta vez, em Las Vegas, o roteiro voltou a colocar dois dos maiores nomes do país entre os protagonistas de uma decisão milionária.

Yuri caiu antes da reta final do título. João Simão, por outro lado, seguiu vivo, assumiu os holofotes e transformou a oportunidade em mais uma conquista histórica.

A aula de João Simão na mesa final

Vice-líder no início da mesa final, João Simão mostrou por que é um dos maiores nomes do poker brasileiro.

No Pot-Limit Omaha, leitura de ranges, seleção de mãos e controle dos potes fazem muita diferença. E o mineiro conseguiu equilibrar agressividade, paciência e precisão nos momentos mais importantes.

Ao longo da decisão, Simão encontrou blefes em spots cruciais. Também construiu potes grandes quando tinha valor e pressionou seus adversários sem se expor demais. A atuação foi completa.

Na reta decisiva, o brasileiro eliminou Naoya Kihara em sétimo lugar e Carlo van Ravenswoud em quinto. As quedas ajudaram Simão a se consolidar entre os principais stacks.

Com a mesa afunilando, ele ganhou ainda mais espaço.

No 5-handed, João Simão passou a ocupar o centro da ação. Ao lado dele, Robert Cowen e Santhosh Suvarna também seguiram em destaque.

Os três alternaram a liderança e formaram o trio mais forte da reta final.

Um 3-handed longo e a queda do chip leader

A disputa em três jogadores foi um dos momentos mais intensos da mesa final. Robert Cowen, que havia começado o Dia Final como chip leader e chegou a abrir uma vantagem importante, parecia em boa posição para brigar diretamente pelo bracelete.

No entanto, o roteiro mudou.

Santhosh Suvarna, que já vinha sobrevivendo em situações difíceis ao longo da mesa final, conseguiu crescer na reta decisiva e foi responsável por eliminar Cowen na terceira colocação. O britânico deixou a disputa com US$ 628.510.

A eliminação definiu um heads-up especial. De um lado, João Simão, tricampeão da WSOP em busca do quarto bracelete. Do outro, Santhosh Suvarna, também tricampeão da série e tentando alcançar a mesma marca.

O título colocaria o vencedor no seleto grupo dos tetracampeões da WSOP.

O heads-up contra Santhosh Suvarna

Santhosh Suvarna iniciou o heads-up em vantagem em fichas. O indiano vinha de uma mesa final de sobrevivência impressionante, conseguiu resistir em momentos de pressão e chegou ao duelo decisivo embalado pela eliminação de Robert Cowen.

Mas João Simão não demorou para reagir.

O brasileiro reduziu a diferença, passou a equilibrar o confronto e assumiu a liderança em diferentes momentos. O duelo teve cerca de uma hora de alternância, com os dois jogadores disputando potes importantes e tentando encontrar o melhor momento para pressionar.

A experiência de Simão fez diferença. Com enorme bagagem em torneios high stakes e grande domínio do jogo pós-flop, o brasileiro conduziu o heads-up com tranquilidade mesmo diante de um adversário perigoso.

A torcida brasileira também marcou presença. Com a esposa acompanhando de perto e uma boa energia ao redor, João Simão caminhou para transformar mais uma decisão gigantesca em título.

O título foi confirmado no nível 27, com blinds em 200.000/400.000 e big blind ante de 400.000.

Na mão decisiva, Santhosh Suvarna abriu raise no botão. João Simão respondeu com uma 3-bet, e o indiano anunciou all-in. João pagou e os dois abriram as cartas.

  • Santhosh Suvarna: 10♥ 10♣ 8♣ 6♠
  • João Simão: A♦ A♣ J♥ 9♣

O flop A♦ 8♥ 7♥ colocou João Simão em enorme vantagem, com uma trinca de ases. O turn 5♣ ainda deu possibilidades adicionais de sequência para Suvarna, mantendo a decisão viva por mais uma carta.

Mas o river K♥ não completou a mão do indiano. Com o board A♦ 8♥ 7♥ 5♣ K♥, João Simão confirmou a vitória, levantou para comemorar e pôde celebrar junto com a torcida brasileira. O quarto bracelete da carreira estava garantido.

Premiação da mesa final

A mesa final do Evento #55: US$ 50.000 High Roller Pot-Limit Omaha reuniu nomes de peso e distribuiu premiações expressivas entre os finalistas.

Confira os resultados:

1º – João Simão (Brasil) – US$ 1.368.700
2º – Santhosh Suvarna (Índia) – US$ 912.420
3º – Robert Cowen (Reino Unido) – US$ 628.510
4º – Venkat Chivukula (Estados Unidos) – US$ 445.440
5º – Carlo van Ravenswoud (Países Baixos) – US$ 325.080
6º – Yuri Dzivielevski (Brasil) – US$ 244.510
7º – Naoya Kihara (Japão) – US$ 189.720
8º – Veselin Karakitukov (Bulgária) – US$ 152.020

A distribuição da mesa final mostra o tamanho do torneio e o nível da disputa enfrentada por João Simão. Em um field repleto de jogadores acostumados aos maiores buy-ins do circuito, o brasileiro foi o nome que terminou no topo.

É tetra! João Simão crava o US$ 50K High Roller PLO da WSOP e leva prêmio milionário - Meio

João Simão entra para o top 10 histórico do Brasil no live

Além do bracelete, a vitória no US$ 50.000 High Roller PLO também colocou João Simão em outro ranking importante.

O prêmio de US$ 1.368.700 conquistado em Las Vegas entrou para a lista das 10 maiores premiações brasileiras da história em torneios ao vivo. O resultado aparece na 10ª posição, superando a cravada de Pedro Padilha no Super High Roller do EPT Monte-Carlo 2025.

Com isso, João Simão passa a figurar duas vezes no top 10 histórico do poker brasileiro. A outra presença veio na WSOP Paradise 2025, quando o mineiro venceu o Triton NLH 7-Handed e recebeu US$ 3.067.000, a quarta maior premiação brasileira em torneios ao vivo.

João se junta a Yuri Dzivielevski como um dos únicos brasileiros com múltiplas entradas nesse recorte histórico.

Confira o top 10 atualizado das maiores premiações brasileiras no poker ao vivo:

  1.  Marcelo Aziz – US$ 4.600.000 – 2º lugar no Super Main Event da WSOP Paradise 2024
  2. Belarmino de Souza – US$ 4.000.000 – 3º lugar no Super Main Event da WSOP Paradise 2025
  3. Pedro Padilha – US$ 3.160.000 – 2º lugar no Triton Main Event da WSOP Paradise 2025
  4. João Simão – US$ 3.067.000 – 1º lugar no Triton NLH 7-Handed da WSOP Paradise 2025
  5. Yuri Dzivielevski – US$ 2.841.432 – 1º lugar no Super High Roller da WSOP Las Vegas 2026
  6. Philipe Pizzari – US$ 2.524.871 – 3º lugar no PSPC do PCA Bahamas 2023
  7. Felipe Boianovsky – US$ 2.131.000 – 2º lugar no Triton NLH 7-Handed da WSOP Paradise 2025
  8. Alisson Piekazewicz – US$ 1.909.000 – 1º lugar no Triton Mystery Bounty da Triton Jeju 2026
  9. Yuri Dzivielevski – US$ 1.409.000 – 3º lugar no Triton NLH 7-Handed da WSOP Paradise 2025
  10. João Simão – US$ 1.368.700 – 1º lugar no Pot-Limit Omaha High Roller da WSOP Las Vegas 2026

A lista segue liderada por Marcelo Aziz, dono do maior prêmio brasileiro em torneios ao vivo: US$ 4.600.000 pelo vice-campeonato no Super Main Event da WSOP Paradise 2024.

O 51º bracelete brasileiro na história da WSOP

A vitória de João Simão também teve impacto coletivo para o poker nacional. O título no US$ 50.000 High Roller PLO representou o 51º bracelete brasileiro na história da WSOP.

Poucos dias antes, Yuri Dzivielevski havia conquistado o 50º bracelete do Brasil ao vencer o US$ 100.000 High Roller No-Limit Hold’em. Agora, com João Simão no topo do Pot-Limit Omaha High Roller, o país soma mais um resultado de enorme peso na principal série de poker do mundo.

O feito reforça a força do Brasil em diferentes modalidades e estruturas. Em 2026, os dois primeiros braceletes brasileiros vieram justamente em torneios high roller, contra fields extremamente qualificados e em formatos diferentes: No-Limit Hold’em e Pot-Limit Omaha.

Esse recorte ajuda a mostrar o tamanho da geração brasileira. O país não apenas disputa os maiores eventos da WSOP, como também vence torneios contra a elite mundial.

João Simão no grupo dos tetracampeões da WSOP

Com a vitória no Evento #55, João Simão chegou ao quarto bracelete da carreira e entrou para o grupo dos tetracampeões da World Series of Poker.

A conquista veio apenas seis meses depois de outro resultado gigante na WSOP Paradise 2025, quando o brasileiro venceu um torneio de altíssimo prestígio e levou uma premiação de mais de US$ 3 milhões.

Agora, em Las Vegas, Simão voltou a confirmar seu lugar entre os maiores nomes do poker mundial. O título no US$ 50.000 High Roller PLO não foi apenas mais uma vitória. Foi uma demonstração de consistência, versatilidade e capacidade de decisão em um dos ambientes mais difíceis do circuito.

Contra um field pequeno, caro e extremamente qualificado, cada detalhe teve peso. João Simão precisou navegar por uma mesa final dura, superar adversários experientes, reagir no heads-up e confirmar o título justamente em uma das modalidades mais complexas do poker.

Uma das maiores conquistas da carreira de João Simão

A cravada no US$ 50.000 High Roller Pot-Limit Omaha reúne vários elementos que tornam o resultado especial.

Foi o quarto bracelete de João Simão e uma premiação de sete dígitos. O 51º bracelete brasileiro na história da WSOP, e o segundo título do Brasil na edição de 2026. E foi mais uma entrada do mineiro no top 10 das maiores premiações brasileiras do poker ao vivo.

Além dos números, a atuação também merece destaque. Simão não apenas venceu o torneio. Ele foi protagonista da mesa final, encontrou os melhores momentos para pressionar, segurou a variação natural do PLO e confirmou a vitória em um heads-up contra outro tricampeão da série.

A imagem final, com o brasileiro comemorando ao lado da torcida, resume o peso da conquista. Em uma carreira já marcada por grandes resultados, João Simão adiciona mais um feito gigante ao currículo.

Com o tetracampeonato, o mineiro reforça seu lugar entre os maiores jogadores da história do poker brasileiro. E, em uma WSOP que já vinha sendo especial para o país, coloca o Brasil novamente no topo do pódio em Las Vegas.

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